quarta-feira, 8 de novembro de 2017

As conexões obscuras entre o movimento LGBT e o lobby pedófilo

Por: Jean A. G. S. Carvalho


Conferência de imprensa da NAMBLA, uma organização pró-pedofilia, em 1982. Foto de G. Paul Burnett.

"Se os pais e amigos dos homossexuais são verdadeiramente amigos dos homossexuais, o que eles devem saber é que aquilo que seus filhos gays (de treze, quatorze e quinze anos) mais precisam é, exatamente, da relação com um homem mais velho - mais do que qualquer outra coisa no mundo" 
(Henry Hay Jr., o "ancião" da comunidade gay dos EUA)


A declaração acima, bastante explícita, é inflamatória e inconveniente. Ela expõe uma relação bastante obscura entre o lobby gay e o lobby pedófilo - uma conexão que é blindada como um tabu e um tema essencialmente politicamente incorreto pelos militantes da causa em geral. O autor dessa fala, Henry (ou Harry), longe de ter sido ostracizado ou rejeitado em vida, foi eleito pelo lobby gay estadunidense como "fundador do movimento gay moderno" e "pai da liberação gay"[1].

Quando se fala na correlação entre o movimento LGBT (que deve ser diferenciado do homossexual, já que o primeiro trata-se dum grupo ou rede de grupos e o segundo duma pessoa com uma sexualidade específica) e o lobby pró-pedofilia, esses apontamentos são tratados como teoria da conspiração, mentira ou mera difamação - mas a realidade é concreta e a conexão entre os movimentos LGBT e organizações de pedófilos é algo bastante verificável.

A organização pró-pedofilia mais expressiva dos Estados Unidos é a NAMBLA (North American Man/Boy Love Association [2] - Associação Norte Americana de Amor Homem/Garoto), já satirizada pela série ácida South Park, no episódio "Cartman Joins NAMBLA"[3] ("Cartman entra para o NAMBLA"), o 5º da 4ª temporada.

No episódio, os pedófilos são retratados como essencialmente gays com desejos sexuais por garotos. Essa satirização rendeu o polemismo e a rejeição da retratação duma associação entre homossexuais e pedofilia.

Mas para além da sátira há o quadro real. Harry Hay[4], um dos maiores ativistas pelos direitos gays nos EUA, defendeu a inclusão da NAMBLA nas paradas gays pelo país. De modo público, ele incentivou, participou e realizou eventos em apoio à NAMBLA e sua luta pela normalização da pedofilia.

Irwin Allen Ginsberg[5] foi membro e defensor da NAMBLA e um dos mais proeminentes defensores da causa gay na mídia estadunidense. Foi um dos escritores mais famosos de seu tempo, considerado como pai da chamada Beat Generation (que incluiu escritores como Jack Kerouac e William S. Burroughs).

O próprio fundador da NAMBLA, David Thorstad[6], hoje com 76 anos, é um ativista político engajado na causa pró-pedofilia. Foi um dos precursores da causa dos direitos homossexuais nos EUA. Ele também chegou a atuar como presidente da New York's Gay Activists Alliance[7] ("Aliança de Ativistas Gays de Nova Iorque"). David descreve a si mesmo como um "pederasta bissexual ateu" e se orgulha de "nunca ter sido condenado por violações sexuais".

Um dos objetivos declarados pela NAMBLA é o de "cooperar com a comunidade LGBT em geral e com os movimentos de liberação das mulheres"[7]. E os movimentos LGBT de modo geral estiveram bastante associados à NAMBLA na década de 1970. Não é como uma aliança entre duas partes que não se conhecem, ou como se esses movimentos gays não soubessem dos propósitos da NAMBLA - afinal, é e sempre foi uma organização explicitamente pró-pedofilia. Foi uma aliança aberta e consciente.

A separação entre os movimentos gays e o lobby pedófilo só aconteceu porque a NAMBLA perdeu popularidade e passou a ser cada vez mais hostilizada, por razões óbvias. A propaganda negativa que a NAMBLA trazia ao aparato LGBT foi a razão principal da cisão entre as duas partes, e não questões morais ou rejeição à pedofilia em si. Em resumo: enquanto a união com o grupo de pedófilos significava um reforço à causa gay nos EUA, a aliança foi mantida; a partir do momento em que esse propósito não foi mais cumprido, a separação foi feita.

A primeira oposição aberta à NAMBLA feita pela comunidade LGBT[8] foi feita apenas em 1979, um ano depois da fundação dessa organização. Em 1980, um grupo chamado Lesbian Caucus distribuiu panfletos contra a NAMBLA, convocando as mulheres para fazer um boicote contra a New York City Gay Pride March ("Parada do Orgulho Gay da Cidade de Nova Iorque") porque, segundo elas, o evento já estava dominado pelos pedófilos.

Depois de várias polêmicas, já em 1981, o grupo gay da Cornell University recusou o convite de David Thorstad, fundador da NAMBLA, para participar como oradores do May Gay Festival (Festival Gay de Maio).

Nos anos seguintes, vários grupos gays tentaram barrar a participação dos pedófilos da NAMBLA em paradas e eventos gays. Harry Hay[9], uma das lideranças dos direitos gays nos EUA, participou da parada de orgulho gay de Los Angeles em 1986 com um cartaz dizendo "NAMBLA walks with me" ("A NAMBLA caminha comigo").

Já na década de 80, a NAMBLA estava praticamente isolada em suas posições, politicamente sozinha. Várias organizações gays, acusadas de recrutar crianças e de praticar abuso infantil, abandonaram o radicalismo típico dos anos anteriores e abandonaram a ideia duma "política mais inclusiva" (que obviamente incluía os pedófilos). O apoio aos grupos "estranhos", como a NAMBLA, praticamente desapareceu (hoje, não há nenhum apoio explícito de grupos gays à NAMBLA nos Estados Unidos).

Em 1984, um grupo LGBT de Nova Iorque chamado Stonewall 25 votou pelo banimento da NAMBLA da marcha internacional nas Nações Unidas. Uma das motivações foi o fato de a Direita estadunidense religiosa fazer uma correlação entre os gays e a pedofilia. Esse gesto teve um caráter essencialmente propagandista e político, e não moral. O que motivou a ação do grupo Stonewall 25 e de outros núcleos de ativismo gay não foram as posições da NAMBLA, das quais eles já eram conhecedores, mas sim a imagem negativa gerada por eles.

Em 1994, a Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (Aliança Gay & Lésbica Contra a Difamação) adotou um documento chamado "Position Statement Regarding NAMBLA" (Declaração de Posição em relação à NAMBLA), no qual declarava que a organização "rejeita os objetivos da North American Man Boy Love Association, que incluem a advocacia do sexo entre homens adultos e garotos e a remoção de proteções legais para as crianças". Ainda segundo o documento, "esses objetivos constituem uma forma de abuso infantil e são repugnantes".

No mesmo ano, o conselho de administração da  National Gay and Lesbian Task Force (Força-Tarefa Nacional de Gays e Lésbicas) adotou uma resolução contra a NAMBLA, dizendo: "A NGLTF condena todos os abusos contra menores, tanto sexuais quanto de quaisquer outros tipos, perpetrados por adultos; a NGLTF condena os objetivos organizacionais da NAMBLA e de quaisquer outras organizações desse tipo". Em 2013, o grupo de ativismo hacker Anonymous impediu acessos ao site oficial da NAMBLA numa ação intitulada "Operation Alice Day" (Operação dia da Alice). O horário e o nome da ação coincidem com o Alice Day, um dia de orgulho pederasta celebrado por um pequeno grupo de pedófilos e seus apoiadores.

Esse lobby homossexual-pedófilo tem grande força jurídica. Apesar de hoje ser uma organização que, ao menos explicitamente, não possui força, membros da NAMBLA continuam impunes por seus crimes. Dentre eles, provavelmente um dos mais graves é o do caso Curley versus NAMBLA[10], do qual o próprio fundador da organização de pedófilos, David Thorstad, foi um dos acusados. David nunca foi responsabilizado pelo caso.

No Brasil, há ecos dessas conexões. Luiz Mott[11], ativista homossexual, defende abertamente a relação entre homens e garotos.  Fundador do Grupo Gay da Bahia, Luiz Mott enaltece relações com "meninos", sempre usando malabarismos semânticos para simular relações condizentes com os preceitos legais, enquanto que subjetiva e isoladamente demonstra o desprezo por convenções sociais ou aspectos jurídicos em relação à sexualidade em absolutamente qualquer forma. 

Paulo Ghiraldelli Jr.[12], professor da UFRRJ, outro ativista pelos direitos gays e pela "liberdade sexual", já produziu e continua produzindo diversos materiais dúbios sobre pedofilia. Seu texto "A Pedofilia de Todos Nós" é uma clara relativização da pedofilia (pode ser conferido na íntegra aqui). Tanto Paulo quanto Mott possuem cargos academicamente importantes e continuam exercendo suas atividades, sem passar por absolutamente nenhuma responsabilização penal legal. São os "intocáveis". Essas são apenas duas figuras para ilustrar um paralelismo entre o que ocorre nos EUA e aquilo que se passa no Brasil.

Se é moralmente errado fazer uma correlação entre homossexuais e pedofilia para cercear e perseguir gays, também é igualmente imoral blindar a questão e impedir a denúncia real dessas conexões com a desculpa de que isso é "incitação à homofobia". Ou seja, em nome da integridade dos gays, uma política de anulação da questão é adotada, porque falar sobre o tema é "discurso de ódio". Esse discurso serve para proteger exatamente os homossexuais, ou apenas para blindar figuras com retórica que favorece a abertura à prática de pedofilia?

É realmente alarmismo acreditar nisso? Absolutamente, não. A pedofilia é reconhecida agora como "orientação sexual". A própria figura do pedófilo vem sendo progressivamente distanciada dos crimes contra crianças, como coisas essencialmente distintas - e, sendo portador duma "condição especial", o pedófilo transita do status de criminoso para o de vítima. Esse salto cognitivo é essencial para permitir abertura social à pedofilia, e o discurso "anti-homofobia" é usado para encobrir a questão em panos quentes. A semântica está sendo alterada, e esse é um dos passos iniciais de alteração social e normalização de uma pauta específica.


Notas

[1] Haggerty, George E.; Beynon, John; Eisner, Douglas (2000). Encyclopedia of Lesbian and Gay Histories and Cultures, Vol. 2 (Enciclopédia de Histórias e Culturas Lésbicas e Gays - Vol. 2). New York: Garland Publishing. Conferir também: Timmons, Stuart (1990). The Trouble with Harry Hay: Founder of the Modern Gay Movement (O Problema com Harry Hay: O Fundador do Movimento Gay Moderno). Boston: Alyson Publications. ISBN 978-1555831752.

[2] NAMBLA (North American Man/Boy Love Association - Associação Norte-Americana de Amor Homem/Garoto) é uma organização que advoga a pedofilia e a pederastia, criada e atuante nos Estados Unidos. Atualmente, a organização é bastante fraca e isolada, mas já teve grande peso em movimentos homossexuais e congêneres. O propósito central da NAMBLA é eliminar a idade mínima de consentimento e leis de proteção à criança, além de descriminalizar o envolvimento sexual entre adultos e menores de idade. A organização faz campanhas pela libertação de presos condenados por crimes sexuais contra menores, alegando que esses casos não envolveram coerção. O grupo não realiza mais encontros nacionais regulares e, para evitar policiais infiltrados, não encoraja mais a formação de núcleos locais. Por volta de 1995, um detetive descobriu que havia 1100 pessoas na lista de membros da organização. Em 1997, a NAMBLA era o maior grupo listado no IPCE (International Pedophile and Child Emancipation - Emancipação Internacional de Pedófilos e Crianças, uma organização fundada nos anos 90; em 2005, contava com 79 membros registrados espalhados em 20 países), uma organização de grupos pró-pedofilia internacional. A quantidade atual de membros da NAMBLA é desconhecida, mas estima-se que tenha diminuído consideravelmente. De acordo com Xavier Von Erck, diretor de operações da organização anti-pedofilia Perverted-Justice (Justiça-Pervertida), as ações são essencialmente virtuais, principalmente por redes como DanPedo, Annabelleigh e BoyChat. As possíveis bases da NAMBLA em 2005 foram listadas como Nova Iorque ou São Francisco.

[3] "Cartman Joins NAMBLA" (Cartman Entra para o NAMBLA) é o 5º episódio da 4ª temporada de South Park e o 53º episódio da série como um todo, exibido pela primeira vez nos EUA em 21 de junho de 2000, pelo canal Comedy Central. Nesse episódio, Eric Cartman, por se achar mais amadurecido do que seus colegas, procura amigos "mais maduros" e, num chat online, acaba conhecendo pedófilos. Ao perguntar sobre onde ele poderia encontrar amigos adultos, Cartman é aconselhado pelo Dr. Mephesto a se unir à NAMBLA (uma organização fictícia diferente, mas com a mesma sigla, chamada de North-American Marlon Brando Look-Alikes - Norte-Americanos Parecidos com Marlon Brando), sendo posteriormente recrutado pela NAMBLA (a organização pró-pedofilia) sem saber que se trata duma organização de pedófilos. Ele é usado como garoto propaganda para as causas da organização. Depois de várias outras ações, o FBI acaba prendendo os pedófilos numa reunião na cidade de South Park, onde Cartman e os outros garotos da cidade haviam sido cooptados, evitando que os garotos fossem abusados.

[4] Henry "Harry" Hay Jr. foi um dos mais significativos ativistas dos direitos gays nos Estados Unidos. Comunista, fundou a Mattachine Societ (Sociedade Mattachine), um dos primeiros grupos de direitos homossexuais nos EUA, fundado ainda em 1950 - provavelmente, atrás apenas da Chicago's Society for Human Rights (Sociedade pelos Direitos Humanos de Chicago). Ele era visto como um "ancião" da comunidade gay. Foi o principal orador da Parada Gay de São Francisco em 1982. Hay foi um dos porta-vozes que se opôs ao boicote contra a NAMBLA, feito por vários grupos gays. Ele apoiou fervorosamente a união com os militantes pró-pedofilia. Quando questionado em 1983 na New York University (Universidade de Nova Iorque) sobre seu apoio à causa dos pedófilos (e mais especificamente à NAMBLA), ele disse a seguinte frase: "Se os pais e amigos dos homossexuais são verdadeiramente amigos dos homossexuais, eles deveriam saber é que aquilo que seus filhos gays (de treze, quatorze e quinze anos) mais precisam é, exatamente, da relação com um homem mais velho, mais do que qualquer outra coisa no mundo". Henry usou um cartaz escrito "NAMBLA Walks With Me" ("A NAMBLA Caminha Comigo") durante a parada gay de Los Angeles em 1986. Denunciado por participantes da marcha, ele quase foi preso. Hay era um dos principais críticos dos papéis de gênero. Em 1999, participou como um dos organizadores da parada gay de São Francisco. Morreu em internação por conta de câncer de pulmão e pneumonia em 24 de outubro de 2002. aos 90 anos de idade. As cinzas dele foram misturadas com as de seu parceiro John Burnside e espalhadas no Nomenus Faerie Sanctuary em Wolf Creek, Oregon. Hay nunca foi responsabilizado por seus crimes e pelo apoio ativo que ele deu à pedofilia.

[5] Irwin Allen Ginsberg, falecido em 1997, foi um poeta e escritor estadunidense. É considerado como uma das figuras de liderança tanto da Beat Generation quando dos movimentos de contracultura subsequentes. Foi crítico da chamada repressão sexual - um dos escritores mais influentes de sua época. Seu poema "Howl" foi atacado pelo governo por descrever cenas sexuais e conter conteúdo de sodomia, algo considerado como crime nos EUA da época, sendo o próprio Irwin um homossexual. O texto incluía relatos de suas relações com seu parceiro Peter Orlovsky. Foi apoiador e membro ativo da NAMBLA, declarando que "ataques contra a NAMBLA fedem a políticas que buscam o lucro, à falta de humor, vaidade, raiva e ignorância". Ele declarou ainda: "Sou um membro da NAMBLA porque também amo garotos - todo mundo ama, todo mundo que tenha um pouco de humanidade" (citação disponível no site oficial da NAMBLA - https://www.nambla.org/ginsberg.html). Ginsberg obviamente deturpou o conceito de amor e o verbo amar, ignorando convenientemente a conotação sexual usada pela NAMBLA e tratando a questão como simplesmente nutrir um sentimento genérico de afeto por crianças do sexo masculino. Seu ensaio intitulado Thoughts on NAMBLA (Pensamentos sobre a NAMBLA) foi publicado em 1994 numa coleção chamada Deliberate Prose (Prosa Deliberada) . No texto, Ginsberg disse que "a NAMBLA é um fórum pela reforma das leis sobre sexualidade juvenil, as quais os membros [da organização] consideram como opressivas, uma sociedade de discussões e não um clube de sexo". Ele prossegue: "Me uni à NAMBLA em defesa da liberdade de expressão" (aqui, fica explícito como o slogan "liberdade de expressão" é convenientemente usado para permitir absolutamente qualquer anomalia, blindando os pedófilos e transformando-os em "guerreiros da liberdade"). Ele apareceu num documentário produzido em 1994, intitulado "Chicken Hawk: Men Who Love Boys" (Chicken Hawk: Homens que Amam Garotos) - Chickenhawk é uma gíria usada por homens gays nos EUA e na Inglaterra, designando homens gays que preferem companheiros mais jovens, abaixo ou acima de idades legais de consentimento sexual (muitos consideram o termo como uma forma pejorativa de se referir aos homossexuais, designando abuso infantil).

[6] David Thorstad, atualmente com 76 anos de idade, é um ativista político estadunidense engajado na causa pró-pederastia e em ativismo pró-pedofilia. É integrante da NAMBLA e seu fundador. Foi também presidente da New York's Gay Activistis Alliance (Aliança de Ativistas Gays de Nova Iorque). Foi ativo também em políticas de ramificações trotskistas. Por mais de seis anos, foi membro do Socialist Workers Party (Partido Socialista dos Trabalhadores) e membro da equipe de redatores do jornal esquerdista The Militant (O Militante). Ele abandonou o partido em 1973, alegando que a organização não tinha entusiasmo suficiente pela liberação gay e a falha em desenvolver uma "análise marxista materialista" sobre o tema. Em 1976, ele publicou uma coleção de documentos internos do partido relatando sua discussão sobre o movimento gay, sob o título Gay Liberation and Socialism: Documents from the Discussions on Gay Liberation Inside the Socialist Workers Party - 1970-1973 (Liberação Gay e Socialismo: Documentos das Discussões sobre Liberação Gay dentro do Partido Socialista dos Trabalhadores - 1970-1973). Em 1978, ano no qual fundou a NAMBLA, serviu como membro do Comitê de Direção do grupo até 1996. É um dos que foram processados em 2000 pela morte injustificada de um menino de dez anos, no caso de longa duração intitulado Curley v. NAMBLA, em Boston. Thorstad argumenta que a pederastia/pedofilia é o principal meio pelo qual o homossexualismo é expresso na cultura moderna e que a "histeria com o abuso infantil, que sempre tratou os homossexuais como molestadores de crianças". Ele descreve a oposição à NAMBLA como "similar àquela criada pelas feministas lésbicas que pularam no carro de som daquilo que é o pânico em relação à pornografia masculina/infantil, algo anti-gay". Ele disse que ser um pedófilo nos EUA é o equivalente a ser um judeu na Alemanha nazista (usando um fator de genocídio para causar comoção social e relação à pedofilia, jogando a retórica do vitimismo). Ele adotava as escalas e estudos de sexualidade de Kinsey. Um resumo das visões de Thorstad aparece no artigo "Man/Boy Love and the American Gay Movement" (Amor Homem/Menino e o Movimento Gay Estadunidense) , publicado na obra "Male Intergenerational Intimacy: Historical, Socio-Psychological and Legal Perspectives" (Intimidade Masculina Intergeracional: Perspectivas Históricas, Sócio-psicológicas e Legais). David continua impune por seus crimes.

[7] "Who We Are" - North American Man/Boy Love Association. Accessed 2010-08-26. https://nambla.org/welcome.html.

[8] Declaração feita na conferência que realizou a primeira parada gay em Washington, em 1979.

[9] Ver nota 2.

[10] O caso Curley versus NAMBLA foi motivado por um episódio trágico de morte de um garoto de dez anos, nos Estados Unidos, por supostos membros dessa organização pró-pedofilia. Jeffrey, um garoto de dez anos, foi sequestrado, estuprado e morto por dois homens, Salvatore Sicari, de 21 anos, e Charlie Jaynes, de 22. Os dois eram conhecidos da família e levavam o garoto para passeios. Após ter a bicicleta roubada, os dois ofereceram ao garoto uma nova bicicleta em troca de sexo. O garoto recusou e foi morto pelos dois. O processo foi movido na United States District Court for the District of Massachusetts (Côrte Distrital dos Estados Unidos para o Distrito de Massachusetts), em 2000, por Barbara e Robert Curley, pais do garoto morto, contra a NAMBLA. Os pais alegaram que os assassinos que sequestraram, violentaram e mataram seu filho foram incentivados pela NAMBLA, e exigiram uma indenização de $200 milhões como reparação de danos. A American Civil Liberties Union of Massachusetts (União Estadunidense de Liberdades Civis) representou e defendeu a NAMBLA com base na luta contra a "censura de discursos impopulares sobre sexualidade". Ela conseguiu derrotar as acusações contra a NAMBLA baseados na especificidade legal de que ela é organizada como associação, e não corporação. Os Curley continuaram a processar membros da NAMBLA individualmente. O casal desistiu do processo em 2008, porque a Côrte decidiu que a única testemunha do casal em relação ao crime não era qualificada para testemunhar. O pai militou pelo restabelecimento da pena de morte no estado, mas desistiu da ideia em 2007 e passou a se opor a isso. Livros da NAMBLA e um cartão de membro foram encontrados no carro dos dois assassinos, além de outros materiais da organização localizados no apartamento de Jaynes. Sicari foi preso por assassinato em primeiro grau e Jaynes foi preso por assassinato em segundo-frau e sequestro. Wendy Kaminer, uma executiva da ACLU, defendeu a NAMBLA no caso, argumentando que as acusações contra o grupo eram fruto duma "crítica enviesada largamente espalhada baseada numa suposta ligação entre homossexualidade e pedoflia". O caso se transformou numa proteção da comunidade homossexual contra ligações entre homossexualidade e pedofilia; estudos indicando que a maioria dos molestadores são heterossexuais apareceram. O caso foi um dos gatilhos para a divisão e separação entre a comunidade gay e a NAMBLA, gerando uma propaganda extremamente negativa para os homossexuais. Novamente, as questões de imagem e propaganda como prioridade. A NAMBLA foi submetida a inúmeras investigações e operações policiais, acusada de ligações com vários casos de abuso infantil, como o caso de Etan Patz em 1979, na cidade de Nova Iorque - caso no qual, em fevereiro de 2017, Pedro Hernandez, balconista numa bodega local, foi acusado pelo crime ocorrido em 1979 contra Etan Patz, tendo sequestrado e assassinado o garoto. Ele foi réu confesso. Alega-se que Pedro possui baixo QI e é portador de doenças mentais. O fato é que a NAMBLA continua negando relações com esses e outros crimes - e continua ativa enquanto organização. O mantra da "liberdade de expressão" sempre é usado para proteger essa organização criminosa. 

[11] Luiz Roberto de Barros Mott é historiador e antropólogo e um dos mais importantes ativistas gays do Brasil. Foi eleito um dos gays mais poderosos do mundo pela revista Wink ("Piscadela"). Estudou num Seminário Domiciano em Juiz de Fora e se formou em Ciências Sociais pela USP. Fez mestrado em Etnologia em Sorbonne, na França, e tem doutorado em Antropologia pela UNICAMP. É professor titular aposentado pelo Departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia. É o fundador do Grupo Gay da Bahia, um dos principais grupos de ativismo LGBT do Brasil. Sua obra "Meu Moleque Ideal" foi bastante elogiada por pedófilos em redes virtuais. Dentre outras coisas, podemos destacar o seguinte trecho de seu texto: "No meu caso, para dizer a verdade, se pudesse escolher livremente, o que eu queria mesmo não era um 'homem' e sim um meninão. Um 'efebo' do tipo daqueles que os nobres da Grécia antiga diziam que era a coisa mais fofa e gostosa para se amar e foder" (o texto completo pode ser conferido aqui). Mott trocou mensagens mais explícitas sobre pedofilia com Leo Mendes, membro da Comissão de Articulação dos movimentos sociais do PN/Aids, e com Regina Facchini, antropóloga e vice-presidente da Parada do Orgulho Gay de SP. No e-mail, Mott e Leo tentam influenciar Regina a iniciar debates sobre aberturas legais para outras formas de sexualidade, defendendo a "diversidade de libido". O conteúdo desses e-mails trocados entre os três em 2004 pode ser conferido na íntegra no seguinte link: Advogado faz denúncia contra ativista gay.

[12] Paulo Ghiraldelli Jr. é professor e autor controverso de diversos materiais dúbios sobre pedofilia e abuso infantil, uma das temáticas mais abordadas por ele (estranhamente). Vários textos dele sobre essa temática podem ser encontrados aqui. Paulo também se envolveu numa polêmica após postar, em sua conta oficial no Twitter, mensagens onde explicitamente desejava que Rachel Sheherazade fosse estuprada (é possível conferir o material aqui). Uma de suas postagens oficiais no Facebook diz explicitamente: "PEDOFILIA NÃO é crime. As pessoas confundem, não sabem a lei. O abusador de crianças comete crime. Na nossa legislação a pedofilia é caracterizada como doença - corretamente. Até porque o pedófilo raramente é abusador sexual. Os abusadores sexuais raramente são pedófilos. Distinguir isso é um sinal de ter uma escolarização boa, não distinguir é sinal de desconhecimento do Código Penal, que está na net. Ou seja, é burrice." A postagem original pode ser conferida aqui


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