segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dona Regina contra a Mídia

Por: Jean A. G. S. Carvalho



Dona Regina, uma mulher que, sozinha, mostrou mais dignidade, ética e honra do que toda uma emissora e seus "artistas"


“Estou acompanhando sim, mas não importa nem o que eu nem o que outras pessoas pensam. Só acho que todo mundo deveria votar com consciência. Celebridades deveriam apenas calar a boca e não dizer às pessoas como pensar. Repito, celebridades não deveriam dizer às pessoas o que elas acham disso, porque as pessoas irão votar [...] só porque alguém famoso falou. Não à toa os políticos usam celebridades em suas campanhas”
Gene Simmons, (vocalista da banda Kiss)




O caso recente ocorrido durante uma das exibições do programa "Encontro" ilustra bastante o caráter anti-povo e de hostilidade completa da mídia de massas em relação às próprias massas. Dona Regina, uma senhora simpática que ilustra bem as avós típicas, uma senhora com cabelos brancos e com uma sabedoria quase que inerente à velhice, foi claramente hostilizada pela casta de artistas presente no programa.

Há aí um dualismo que precisa ser pensado: os artistas (o imediatismo, a metrópole, o cosmopolitismo, o niilismo, o tecnicismo, o pós-humanismo, o desenraizamento) versus a senhora (o campo, a tradição, os valores, as raízes, a humanidade, a sabedoria). Na exibição, a hostilidade contra o "ontem" (a velhinha) ficou nítida: ela precisa ser aniquilada e dar espaço ao "novo", ou seja, o conjunto de valores do establishment cosmoliberal, o politicamente correto, aquilo que a mídia determina como aceitável e inaceitável.

É um jogo sempre bem armado: a postura e os gestos de deboche, a linguagem corporal provocativa e o jogo retórico dos artistas que, em todo o momento, deixam nítido o desprezo pela senhora como intelectual e culturalmente inferior, são seguidos de fraseologias sem sentido algum e máximas como "precisamos debater", "todos devem expressar suas ideias" e "o debate tem que ser aberto". Essas frases dão o sentido de neutralidade e imparcialidade falsos tão necessários à manutenção da atividade midiática.

Mas o que ficou bem claro é que há ideias que não devem ser expressas. Principalmente as ideias "retrógradas" de uma velha ultrapassada que não consegue aderir à modernidade, ao pensamento "evoluído". Uma velha que "não entende de arte" e que "não entende de nudez". Uma velha "maliciosa, que vê maldade em algo simples". Há ideias que devem ser ridicularizadas com o escárnio, a ironia e o sarcasmo duma escória artística que, nascida ontem, acredita ser porta-voz da verdade.

É exatamente por isso que admiramos dona Regina, a senhora simpática que foi visivelmente desrespeitada nesse programa. A senhora que conta com a hostilidade dum esquerdismo que mostra diariamente de que lado está, defendendo a elite artística, as mídias de massa e os bancos sempre que isso apresenta alguma ofensa contra a moralidade do povo. 

Uma senhorinha que representa um Brasil ainda existente e que, sem dúvidas, vale mais do que toda a casta "artística", uma casta essencialmente hostil a qualquer coisa popular, cujo papel máximo é servir como caixa de ressonância do cosmopolitismo e aniquilar qualquer Brasil real.

É preciso perceber o caráter sempre deletério dessa pseudo-elite artística e intelectual que permeia as mídias de massas. Suas opiniões, ideias e propagandas jamais são pautadas em valores reais e numa moralidade saudável. São sempre a destruição de elementos populares e sua substituição por valores totalmente alheios, negativos e pós-humanos. 

A participação dessa classe "artística" nas questões políticas é essencialmente negativa. Reduzir as opiniões dessa casta àquilo que elas são, inutilidade completa, é um passo civilizacional básico. O ostracismo é o máximo que essa casta deve receber.

Admiramos dona Regina, uma mulher que, sozinha, conseguiu apresentar mais dignidade e ética do que toda uma emissora e toda uma corja que, unida numa tentativa fracassada de deboche, só demonstrou seu caráter real: o ódio a qualquer traço de moralidade e ética popular.

Dona Regina simboliza os valores de um povo que constrói e mantem todo um país, toda uma civilização. A afetação dos "artistas" no programa é a representação máxima de uma casta parasitária sem valores, sem papel civilizacional e cuja máxima consiste em aniquilar toda a existência efetivamente autóctone e tradicional. Nesse dualismo, a senhorinha de cabelos brancos representa um conjunto de virtudes. 

O outro lado é um abismo profundo. É bastante óbvio que, nesse enfrentamento, a senhorinha recebe toda nossa simpatia. A mídia e seus "cultos", para nós, são escória pura e simples.

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