quinta-feira, 20 de abril de 2017

Em memória dos Heróis esquecidos: Marcílio Dias

Por: Idelmino Ramos Neto




Desde o golpe que instaurou a República, as forças que ditam o rumo da nação têm pelejado incessantemente contra qualquer demonstração de altivez, honra e coragem que remeta ao passado imperial. 

Destarte, o ethos[1] tupiniquim foi subvertido, o povo alienado e, em consequência, campeões que labutaram pela construção da grandiosa Pátria Brasilis foram abandonados. Marcílio Dias[2], o porta-bandeira negro que se tornou herói na Batalha do Riachuelo, é um deles.

Quando a corveta Parnaíba[3] foi arremetida por três navios paraguaios, Marcílio empunhou o sabre e empreendeu a batalha com quatro oponentes, abatendo dois em defesa do estandarte que jurara resguardar. Teve o braço decepado e retornou ao acampamento com o lábaro enrolado nas feridas, vindo a óbito no dia posterior. 

Marcílio Dias representa o povo brasileiro que labuta contra a dominação alienígena, a imposição de valores e o globalismo a vampirizar o país. Ambos esquecidos pelos facínoras de colarinho branco.

É por um Brasil consciente de sua história e daqueles que batalharam para concebê-la que o Avante labuta.





Notas:

[1] Termo grego para designar aspectos, costumes e hábitos fundamentais que formam a cultura característica de determinada época, região ou coletividade (de um povo, em geral).

[2] Marcílio Dias (nascido em 1838 e falecido em 1865) foi um marinheiro negro da então Armada Imperial Brasileira. Teve seu batismo de fogo na Batalha do Paysandú, e foi eternizado como herói por seus atos na Batalha do Riachuelo, travada durante a Guerra da Tríplice Aliança. 

[3] A Corveta Parnaíba foi um dos maiores navios de guerra da categoria, com casco em madeira, pesando 637 toneladas e dispondo de sete canhões (1 do tipo 70 £, 2 do tipo 68 £ e 4 do tipo 32 £), e 120 cavalos de potência. Foi encalhada e seriamente danificada durante a Batalha do Riachuelo. O capitão-tenente Aurélio Garcindo Fernandes de Sá comandava a embarcação. Marcílio Dias fazia parte da tripulação da Corveta Parnaíba.








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