quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

John Lennon: 10 verdades inconvenientes sobre o Hippie multimilionário

Por: Edward Benjamin
Tradução: Jean A. G. S. Carvalho

Lennon, ícone de uma geração nascida do globalismo que sonha com um mundo material uniforme, homogêneo, apático

Quando você é essencialmente canonizado como um santo secular moderno, não há maneira de não ser superestimado em um grau ou outro; mas, no caso do lendário John Lennon, a distância entre o ídolo adorado e a pessoa real é imensa. E os elogios feitos a ele vêm de tão alto que é impossível não tentar atenuar os danos em algum grau. A verdade é que muitas pessoas - jovens e velhas - em todo o mundo modelam suas vidas e crenças de acordo com o ícone de Lennon, e elas realmente (realmente mesmo) não deveriam fazer isso.

Aqui estão 10 fatos que explicam o motivo:

10. Agressor 



Simplesmente não há como negar esse fato: o ícone reverenciado da paz e amor tinha um problema sério com violência contra a mulher. Isso foi documentado desde os dias dele em Liverpool, e ele mesmo eventualmente admitiu esse fato, mais tarde. Sua primeira esposa, Synthia, e sua segunda esposa, Yoko Ono, foram (as duas) vítimas da brutalidade de Lennon num ponto ou outro; e, dado o fato de que a maioria dos homens que agridem suas esposas ou namoradas regularmente não fazem distinção sobre o objeto de sua violência, é francamente impossível que elas tenham sido as únicas. Parece claro numa perspectiva de que um ícone gentil adorado por hippies foi, na verdade, um homem com problemas psicológicos sérios que perdia o controle e, em fúria, agredia as mulheres que passavam por sua vida.

9. Abusador emocional do próprio filho

Sem dúvidas, a maior vítima do caráter de Lennon foi seu filho mais velho, Julian. Lennon claramente culpava o garoto cuja concepção havia o forçado a entrar num casamento que ele não queria e prendê-lo a uma vida de rotina doméstica para a qual ele era imatura e narcisista demais pra manter. Tanto Julian quando sua mãe, Cynthia, declararam publicamente que Lennon era alternadamente ausente, indiferente, drogado e geralmente alguém cuja companhia era desagradável durante a infância de Julian. Depois que ele se divorciou de Cynthia, Lennon saiu com Yoko Ono e abandonou a vida do filho durante anos. Depois que eles se reconectaram, Lennon abusou severamente do emocional do próprio filho em várias ocasiões, censurando o filho e gritando com ele, fazendo o garoto se reduzir às lágrimas. Certa vez, Julian deu risadas e Lennon disse para o próprio filho: "Odeio o jeito de m*rda como você ri!". Julian ainda não era um adolescente na época. Talvez, o testemunho mais triste já feito sobre Lennon, Julian relatou que Paul McCartney foi mais pai para ele do que seu pai verdadeiro jamais havia sido. 

8. Mentiroso patológico


Simplificando, John Lennon inventou sua própria vida - exagerando, embelezando e mentindo quando lhe era conveniente. Normalmente, ele o fazia por pura egomania - um desejo de fazer-se parecer melhor do que realmente era. Todo mundo faz isso até certo ponto, mas no caso de Lennon, ele reescreveu quase todos os grandes eventos de sua vida para atender seus próprios gostos. Ele alegou ter sido um rapaz de classe trabalhadora de Liverpool antes dos Beatles; mas, na verdade, ele foi criado numa casa confortável de classe média. Ele negou estar casado durante seus primeiros anos de estrelato. Ele afirmou ter conhecido Yoko Ono em uma exposição de arte e seu amor floresceu espontaneamente; mas, na realidade, Ono o perseguiu durante meses antes de ele ceder a seus avanços. 

Ele afirmou ter perdido o interesse pelos Beatles devido às tendências de Paul McCartney em relação à música pop e ao papel dominante dele no grupo, bem como seu desejo de fazer um trabalho mais avant-garde fora da banda; mas, na verdade, ele já tinha quase deixado a banda dois anos antes de sua saída oficial - por causa de um sério vício dele em heroína. Quando ele emergiu de volta ao público, pouco antes de sua morte, ele alegou que estava passando tempo cozendo pão e sendo um pai em casa; na verdade, ele estava vivendo em uma névoa induzida por drogas na maioria das vezes. A verdade em todos esses casos era embaraçosa, mas não mais do que o tipo de comportamento com o qual muitas estrelas do rock reconheceram se envolver durante os anos 60 e 70; de qualquer maneira, Lennon mentiu compulsivamente sobre essas coisas.

7. Quebrou os Beatles



Ao contrário dos contos posteriores sobre uma ruptura espontânea ou sobre a decisão de Paul McCartney de deixar a banda, foi John Lennon quem destruiu os Beatles. Certamente, nem tudo ia bem com a banda durante os anos finais da década de 60, mas foi Lennon - e Lennon sozinho - quem deu a última machadada para derrubar o grupo, anunciando (numa reunião rotineira) que ele estava deixando o grupo. Isso foi mantido em segredo por algum tempo, mas ninguém mais tinha quaisquer ilusões sobre a capacidade do grupo de prosseguir sem ele. Essencialmente, a partida de Lennon fez com que a morte dos Beatles fosse inevitável: só levou um ano ou mais para o obituário ficar pronto.

6. Politicamente irrelevante


As pessoas tendem a ver Lennon como uma espécie de guru divino de "paz e amor" por conta de suas atividades políticas no início dos anos 1970. A verdade é que a maior parte da reputação de Lennon como ativista político é baseada somente em fotos dele com vários radicais dos anos 60 e suas próprias declarações dadas à imprensa. Ele nunca fez nada de notável no campo político, e a maioria dos radicais que ele tanto louvava achavam que ele era um ignorante. As poucas coisas que ele realmente fez, como dar dinheiro e publicidade a grupos violentos como os Black Panthers, não são motivo de orgulho nenhum.

5. Sem talento




Este é provavelmente o item mais controverso nesta lista, e deve-se admitir que é uma questão inerentemente subjetiva em certa medida; mas uma análise muito boa pode ser feita porque, mesmo como músico e compositor, Lennon foi notavelmente sub-talentoso . Primeiro, ele era, na melhor das hipóteses, um guitarrista médio, principalmente confinado a partes rítmicas básicas, e seu piano não era muito melhor que isso. 

Quanto à sua carreira de compositor, sim, ele escreveu um punhado de músicas verdadeiramente inspiradas, mas com o passar do tempo e o hype nostálgico que rodeia os Beatles já começando a desaparecer, muitos de seus trabalhos posteriores se tornaram muito bobos e ultrapassados. Tente ler as letras de "Strawberry Fields Forever" ou "Come Together" algum dia. Eles são puro hippie psicodélico balbuciante, o tipo de coisa que passou por profundidade de névoa induzida por drogas do final dos anos 1960. A única coisa que os faz "funcionar" é a produção fantástica, para a qual o crédito facilmente vai para o produtor George Martin e os outros Beatles, tanto quanto para Lennon (ou seja, os méritos não são só dele).

Na verdade, olhando para trás e analisando o legado dos Beatles, pode-se fazer um caso muito bom sobre o fato de que Paul McCartney e George Harrison (nos últimos álbuns, pelo menos) foram talentos superiores para Lennon no departamento de composição. A verdade é que, depois de 1965, Lennon mais ou menos cai fora dos Beatles. Ele quase não tinha nada a ver com o álbum  Sgt. Pepper, e a maioria daquilo que veio depois foi produzido - por admissão de todos - em grande parte sob o comando de Paul McCartney. Até o final, como você pode ver no filme Let It Be, McCartney estava desesperadamente tentando motivar um Lennon que simplesmente não queria estar lá. Quanto à carreira solo de Lennon, há cinco ou seis canções memoráveis, e o resto ... Bem, você pode nomear uma única faixa de "Sometime in New York City"?

4. Um seguidor, não um líder

Esse fato é verdade para praticamente todos os membros dos Beatles; mas, com Lennon, essa é uma verdade particularmente óbvia. No começo, ele estava seguindo a tradição de ritmo criada nos Estados Unidos e do blues com um punhado de baladas pop do estilo de Roy Orbison [na foto à esquerda]. Mais tarde, Lennon já estava obviamente tentando canalizar o que Bob Dylan fazia. 

Então, ele só se aproximou dos estilos psicodélicos das bandas da Califórnia que atuavam sob efeito de drogas. Depois disso, ele usou as glórias do vanguardismo da música de arte moderna, bastante influenciada por John Cage (ao lado esquerdo, na foto). Verdade seja dita: John Lennon não fez praticamente nada que já não tivesse sido feito antes por artistas mais originais e talentosos do que ele.




3. Um conformista estúpido


Apesar de sua reputação como um pensador livre que seguia seu próprio caminho, Lennon foi um caso óbvio de alguém desesperado para se adaptar. Sim, ele estava tentando se encaixar nos grupos que eram considerados como "não-conformistas", mas conformismo é conformismo. Desde o início, Lennon estava agindo como um poser. No começo da carreira dele, o estilo de "garoto ursinho" estava em alta, então ele aparecia com em jaquetas de couro e pompadour. Depois, ele adotou o estilo pop fofinho. Depois, ele entrou naquela coisa hippie psicodélica. Em seguida, entrou pra vanguarda moderna. O processo nunca acaba. Tudo a respeito de Lennon, de sua música e política à forma como ele se vestia, era uma tentativa de se encaixar em sub ou contra-culturas que já existiam.

2. Desesperado por fama e dinheiro


Por mais que ele gostasse de fingir ser um artista mal compreendido seguindo sua própria visão intransigente, a verdade é que Lennon perseguia a fama e a fortuna desde o início. Mesmo nos primeiros dias de sua carreira, quando os Beatles eram apenas uma banda de bar lutando pra fazer sucesso, ele costumava exaltá-los dizendo que iriam "para o topo mais alto do maior pop". Ele segiu alegremente o papel junto com os outros Beatles, usando cortes de cabelo, ternos e imagem bastante calculados, bem como as inúmeras aparições da banda para a mídia. 

Ele só começou a denunciar tudo como "superficial e vazio" mais tarde, quando ele já estava cultivando uma reputação de vanguardista. Suas palhaçadas implacáveis com Yoko Ono no início dos anos 70 pareciam ser tentativas flagrantes de chamar a atenção que podemos nos perguntar como alguém conseguiu levá-los a sério naquela época. E, claro, ele nunca recusou qualquer dos salários gordos que vinham como resultado de sua fama e sucesso.

1. Hipócrita



Este é o ponto mais duro e o mais difícil de se dizer em público, principalmente porque o assassino de Lennon (na foto acima) citou exatamente a hipocrisia de Lennon como seu principal motivo para cometer o crime - mas isso não o torna menos verdadeiro: Lennon foi o exemplo perfeito de alguém que vivia da hipocrisia, alguém que diz coisas como "faça o que eu digo, não o que eu faço". 

Como seus críticos às vezes apontam, tudo que você tem a fazer é ir direto para suas canções. O homem que cantou "imagine no possessions" [imagine nada de posses] viveu a vida de um milionário em um elegante hotel de New York. O homem que cantava "imagine no religion" [imagine nenhuma religião] era obcecado com todas as modas espirituais da Nova Era que apareciam em seu caminho, incluindo a meditação hindu, o I-Ching e a astrologia de todos os tipos. 

O homem que cantou "all you need is love" [tudo que você precisa é o amor] era um homem amargo, violento e zangado que abusava de sua família e amigos. O homem que disse "nothing to kill or die for" [nada pelo qual matar ou morrer] ajudou a financiar e divulgar grupos radicais que exaltavam o uso da violência. Literalmente, tudo o que seus fãs vêem personificado no ícone de John Lennon são ideais que o próprio homem não poderia ou não faria.


Postado originalmente em: ListVerse
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