segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Idelmino Ramos: A Estrogenia Estética da pós-modernidade

Por: Idelmino Ramos Neto

Sascha Schneider, "Mamom e seu Escravo", quadro de 1896

A estética clássica possuía como escopo replicar a beleza pura e superna da divindade. Em sua vertente masculina, traduzindo o arquétipo guerreiro da aristocracia iluminada, tangenciando pela pureza de ideais, a força física e o vigor espiritual. 

Todavia, com a chegada do relativismo modernista, passou-se a cultivar a ideia de que o belo (assim como a moralidade e a honradez) é subjetivo, suscetível a mudanças e interpretações ao bel prazer do populacho. Destarte, a degeneração se abateu sobre a civilização ocidental, substituindo o metafísico pela intelectualidade burguesa da era pós-revolução. 

 A torrente de obscenidades que se desenfreou a partir deste cataclismo ideológico, influenciou todo o pensamento filosófico e artístico dos séculos contemporâneos. O fruto desta aberração dialética é uma massa de pseudo-intelectuais alienados, batalhando entre si pela progenitura da maior bizarrice.

 O aspecto gladiador do varão arcaico foi substituído pela androgenia. Homens que outrora almejavam atingir o ápice da altivez física e intelectual foram comutados por adolescentes de rosto estrogenado e abdômen definido. O último estágio desta monstruosidade está aí, aos olhos de todos – uma sociedade decadente, alimentando-se do lodo que emana da ruína moral, a beira do colapso. 

Sic transit gloria mundi.
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