segunda-feira, 4 de julho de 2016

Rhainer Cavalcanti: o domínio geoeconômico dos mercados

Por Rhainer Cavalcanti



A globalização demonstra o seu fracasso ao permitir ações ilegais do sistema bancário e monetário, criando um o domínio geoeconômico nos mercados, nos setores industriais, empresariais e até militar.

O desequilíbrio entre a finança e a economia gerou a criação do atual sistema que se estabiliza por dívidas, amarrando as economias a um ciclo sem fim das finanças virtuais. Isso é próprio da base dos conceitos liberais, onde deixam claro que o sistema bancário deve manter-se independente do Estado, o que acaba por colocar os interesses do povo em um plano inferior, assim como a soberania nacional. 

Essa independência dos bancos faz com que nunca haja capital o bastante para suprir os interesses básicos da economia. Só assim ela torna os bancos como fator primordial do sistema de empréstimos a juros sob exigências financeiras usurárias. Uma das causas das dívidas públicas iniciadas em países nos quais não há administração da moeda nacional, por seguir um modelo economicamente liberal que lhes prendem à imensas dívidas infinitas, conectando-se aos agentes monetários e indo contra os interesses da nação.


Esse desenvolvimento do globalismo que abriu caminho para tal sistema financeiro permite que os bancos criem do nada um dinheiro virtual, cobrando juros através de um dinheiro que foi criado a partir do nada e que tecnicamente é inexistente. Todos os lucros apenas vão para os acionistas e os especuladores da bolsa de valores. E quando explode um colapso bancário ou crises financeiras, tudo é voltado contra o Estado, causando as hiperinflações, aumento da carga tributária e a quebra da economia. Os mais atingidos serão sempre a população de baixa renda, o microempresário que também é prejudicado pelo domínio bancário e a soberania nacional.

Países que buscam sua autonomia geralmente sofrem as perseguições geoeconômicas de grandes corporações e empresários que financiam golpes contra seus recursos naturais e sua soberania. Países que optam pela valorização de sua moeda nacional se tornam automaticamente inimigos número um do domínio global dos bancos, que querem a todo custo escravizar sua moeda, seu Estado e seu povo a seus interesses econômicos que giram em torno de uma pequena parcela de pessoas. E é por isso que guerras são fomentadas constantemente em países contra-hegemônicos, onde o povo é dono de si e não escravos do dinheiro.

O liberal não quer a liberdade do indivíduo. Ele quer a sua própria liberdade, nem que para isso tenha que tirar a liberdade os outros.


Share:

0 comentários:

Postar um comentário

Visitas

Participe do nosso Fórum Online

Siga-nos no Facebook