sábado, 30 de julho de 2016

José Primo de Rivera: Fundamentos Intelectuais

Excertos de textos e discurso de José Antonio Primo de Rivera

Tradução: Jean Augusto G. S. Carvalho e Léia Guimarães S. Carvalho



Fundamentos Intelectuais

I. “Conforme permanecemos adiante desta rocha em nossa estrada, com nossas faces voltadas para a História, uma linguagem e uma atitude concisamente estritas são exigidas de nós” (Discurso em Madri, 19 de Maio de 1935) 

II. “[...] O Bem e a Verdade são categorias permanentes da correta razão, e discernir se algo é correto não é o suficiente para inquirir o rei – cuja vontade, aos olhos dos partidários da monarquia absoluta, sempre foi justa -, nem é suficiente para inquirir do povo – cujo desejo, aos olhos dos seguidores de Rousseau, sempre está correto -; mas, a cada instante, nós devemos enxergar se nossos atos estão de acordo com um objetivo e com um objeto permanentes” (Discurso no Parlamento, 19 de Dezembro de 1933)

III. “[...] é possível obter entusiasmo e amor por meio da inteligência” (Discurso no Parlamento, 3 de Julho de 1934)

IV. “O coração têm suas razões, as quais a razão não compreende. Mas a inteligência também tem sua própria maneira de amar, em relação a qual, talvez, o coração esteja desatento” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

V. “A interpretação de leis sem paixão é sempre mais segura do que a compreensão individual, assim como a balança pesa com mais precisão do que nossas mãos” (Aula sobre Lei e Políticas, 11 de Novembro de 1935)

A concepção do homem

I.  “Nós tomamos o indivíduo como a unidade fundamental, pois esse é o sentimento da Espanha, que sempre teve o homem como o portador dos valores eternos”(A Espanha e o Barbarismo, Valladolid, 03 de Março de 1935)

II. “[...] a liberdade do homem só é respeitada quando ele é considerado - assim como nós o consideramos - como o portador de valores eternos; quando ele é considerado como o envelope corpóreo de uma alma capaz da danação e da salvação. Só quando ele é considerado assim, então, se pode dizer que sua liberdade é verdadeiramente respeitada” (Discurso em Madri, 29 de Outubro de 1933)

III. “O Indivíduo carrega a mesma relação para com a Pessoa que o Povo carrega a relação para com a Sociedade Política” (Discurso em Madri, 29 de Outubro de 1933)

IV. “Ninguém é ‘um’, exceto no ponto onde possam existir os ‘outros’. O que nos torna pessoas não é nosso equipamento físico individual, mas sim a existência de outros que, também sendo ‘pessoas’, são diferenciados de nós” (Falange Espanhola, 7 de Dezembro de 1933)

V. “[...] a verdadeira realidade jurídica é a ‘pessoa’; ou seja, o indivíduo, tomado não de seu próprio ponto de vista como uma realidade vivente, mas como um portador ativo ou passivo das relações sociais que são governadas pela Lei, como alguém capaz de realizar demandas, de ser coagido, atacando e transgredindo” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

VI. “Alguém só pode ser uma ‘pessoa’ enquanto houver alguém para ser o ‘outro’; ou seja, um contra outros, um credor potencial ou um devedor em relação aos outros, um possuidor de posições que não são aquelas dos outros. A personalidade, então, não é determinada interiormente por um agregado de células, mas sim exteriormente, sendo uma portadora de relações” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

VII. “Ninguém jamais nasceu como membro de um partido político; ao contrário, nós todos somos nascidos membros de uma família; nós tomos somos cidadãos de uma municipalidade; nós todos somos empurrados adiante, no exercício de uma tarefa de trabalho” (Discurso em Madri, 29 de Outubro de 1933)

VIII. “A dignidade humana só é obtida quando o serviço é dado. Só é grande aquele que compromete a si mesmo em preencher um espaço na conquista de uma grande tarefa. Esse ponto essencial, que é a grandeza do fim ao qual se aspira, é aquilo que você não está propenso a tomar em consideração” (Segunda Carta Aberta a Luca de Tena, ABC, 23 de Março de 1933)

IX. “O ‘jovem cavalheiro’ é a degeneração do ‘cavalheiro’, do ‘fidalgo’, que até muito recentemente escreveram as mais finas páginas de muito daquilo de que fomos capazes de ‘renunciar’; ou seja, renunciar privilégios, confortos e prazeres, para, assim, honrar um ideal de ‘serviço’. A obrigação da nobreza era aquilo que os cavalheiros e fidalgos pensavam; isso significa que a nobreza ‘exige’ isso. Quanto mais alguém é, mais é capaz de omitir ser. E isso veio daqueles que foram modelos de fidalgos, aqueles cuja maioria dos nomes emergidos ganhou láureos em sacrifício” (Senhoritismo, Falange Espanhola, 25 de Janeiro de 1934)

X. “Considere aquilo ao qual o homem europeu tornou-se reduzido por conta da ação do capitalismo. Ele não possui mais uma casa, nem uma individualidade, nem sequer uma habilidade artesanal; agora, ele é meramente um número de conglomerações” (Discurso em Madri, 19 de Maio de 1935) 

XI. “[...] a característica da tragédia espanhola e europeia é esta: o homem foi desintegrado, desarraigado, transformado em um número na lista eleitoral e no quadro dos portões da fábrica; aquilo pelo qual esse homem desintegrado chora é o sentir o chão novamente sob seus pés; o ser colocado em harmonia com um destino coletivo, uma vez mais; ou simplesmente chamar as coisas por seus nomes corretos, com o destino de sua Pátria” (Aula em Madri, 9 de Abril de 1935)

XII. “Você dificilmente verá um homem na cidade. Ele está sempre aprisionado atrás de seu emprego, atrás de suas roupas. Na cidade você vê o mercador, o eletricista, o advogado, e assim por diante. No campo, você sempre verá o homem” (Vá para o Campo)

XIII. “Quando o mundo está fora de seus eixos, não pode ser endireitado por meio de caminhos técnicos: ele precisa de uma completa nova ordem. E essa ordem deve, novamente, florescer do indivíduo” (Discurso, Espanha e Barbarismo, Valladolid, 3 de Março de 1935)

A Liberdade Humana

I. “Diante da contemptora frase de Lênin: ‘Liberdade, para quê? ’, nós começamos por afirmar a liberdade do indivíduo e por reconhecer o indivíduo. Nós (que temos sido demonizados como advogados do Panteísmo de Estado) começamos por aceitar a realidade do indivíduo livre, o portador de valores eternos” (Aula em Madri; Estado, Indivíduo, Liberdade; 28 de Março de 1935) 
II. “O homem deve ser livre, mas a liberdade não existe a não ser dentro de uma ordem” (Discurso, Espanha e Barbarismo, Valladolid, 3 de Março de 1935)

A propriedade e o trabalho como elementos humanos elementares

I. “A propriedade é a projeção direta do homem sobre seus bens; é um atributo humano elementar. O capitalismo substituiu essa propriedade do homem pela propriedade do capital, pelo instrumento técnico da dominação econômica” (Discurso, Madri, 19 de Maio de 1935)

II. “O trabalho é uma função humana, assim como a propriedade é um atributo humano. Qual o sentido de tentar harmonizar capital e Trabalho?” (Discurso; A Espanha e o Barbarismo; Valladolid, 3 de Março de 1935)

Conceito de vida

I. “Religião e militarismo são os únicos dois modos completos e sérios de compreender a vida” (Discurso em Madri, 17 de Novembro de 1935)

II. “Toda a existência humana – de indivíduos ou de nações – é uma luta trágica entre a necessidade automática e aquilo que é o trabalho duro” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

III. “As posições espirituais que são capturadas em lutas heroicas contra a necessidade automática são aquelas que, mais tarde, se tornam as mais profundas fundações daquilo que é genuíno em nós” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

IV. “Tal, dentre outras, é a doce recompensa que é conquistada pelo esforço do aprimoramento: alegrias elementares podem, talvez, se perder; ainda assim os outros estão esperando ao final da estrada, outros tão queridos e tão gentis que invadem a esfera das antigas afeições, que desaparecem ao despontar de um chamado que os sobrepõe” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

Povo

I. “[…] um povo é a integridade singular do destino, do esforço, do sacrifício e da luta, e deve ser considerado como uma totalidade que marcha através da história como um todo, e deve ser servido como um todo” (Discurso no Parlamento, 19 de Dezembro de 1933)

História

I. “A vida de todos os povos é uma luta trágica entre o automático e o histórico. Povos que estão num estado primitivo são aptos a sentir as características do solo de um modo quase que vegetativo. Quando eles transcendem esse estado primitivo, percebem que são moldados não pelas características do solo, mas pela missão que os diferenciam dos outros em meio à universalidade. Quando, nesse sendo de uma missão universal, um estágio decadente é atingido, separatismos começam a florescer uma vez mais, e uma vez mais os povos começam a retornar para seu próprio solo, sua própria música, seu próprio dialeto, e, uma vez mais, sua integridade gloriosa - que foi a da Espanha dos grandes dias – é posta em evidência” (Discurso, Valladolid, 4 de Março de 1934)

II. “Uma interpretação completa da história e da política, como eu havia dito no encontro no Teatro da Comédia, é como a lei do amor: deve-se possuir uma compreensão do amor, que, sem um programa escrito ou seções numeradas e parágrafos, nos dirá - em qualquer dado instante – quando nós devemos abraçar algo e quando o devemos abdicar” (Discurso em Madri, 2 de Fevereiro de 1936)

III. “Que nós estamos testemunhando o fim de uma época é um fato que, praticamente ninguém - a menos que tenha um machado para afiar - ousará negar. Esta época, a qual agora está em seu estágio de morte, foi curta e brilhante. Seu nascimento pode ser estabelecido na terceira década do século XVIII; sua energia interna motivadora pode ser expressa em uma só palavra: otimismo. O século XIX, desenvolvido como foi, sob as sombras tutelares de Adam Smith e Rousseau, realmente acreditou que, deixando as coisas por si mesmas, tudo se voltaria para o melhor – tanto na ordem política quanto econômica” (Tradição e Revolução, Agosto de 1935)

IV. “[…] Nosso espólio foi o espólio típico de uma guerra, no qual nós não podemos poupar nem nossa pele nem o sangue de nosso coração. Em obediência ao nosso destino, nós viajamos de lugar a lugar, suportando a vergonha de aparecer como uma amostra pública; obrigados a gritar em alta voz coisas que nós havíamos pensado no mais austero silêncio; sofrendo distorções nas mãos daqueles que não o faziam e daqueles que não nos compreendiam; quebrando nossas costas nesta ridícula distorção, esse procedimento de vencer acima da ‘opinião pública’ – como se o povo, capaz como o é de amar e se enfurecer, fosse coletivamente suscetível à opinião” (Haz, 5 de Dezembro de 1935)

V. “Todos os homens jovens conscientes de sua responsabilidade estão pressionando uma reforma do mundo. Eles estão pressionando, seguindo em frente no caminho da ação, o que é mais importante nesse pensamento, que, sem a supervisão constante de toda a ação, é mero barbarismo. Nós poderíamos desejar permanecer de lado dessa preocupação universal, nós, homens da Espanha, para os quais os dias de nossa juventude se abriram nas perplexidades dos anos de pós-guerra” (Tradição e Revolução, Agosto de 1935) 

VI. “Nós, jovens, que somos cheios de chamados espirituais, livres do egoísmo cru dos antigos chefes políticos – aquilo pelo qual estivemos buscando é que a Espanha tenha grandeza e justiça, uma ordem e uma fé” (Arriba, 7 de Novembro de 1935)

VII. “O que estão esperando por agora, os homens jovens lá fora, no frio? Devem eles abandonar toda a esperança? Devem eles se retirar para as torres de mármore? Devem eles esperar, e colocar sua confiança em novos lamentos partidários, que uma vez mais os querem seduzir e uma vez mais lhes trazer desilusão?” (Arriba, 7 de Novembro de 1935)

Pátria e Patriotismo

I. “A Pátria é aquilo que é encorpado com um grande empreendimento coletivo. Se não há empreendimento, não há Pátria” (Gaita de Foles e Lira, Falange Espanhola, 11 de Janeiro de 1934)

II. “A Pátria é uma unidade completa, à qual todos os indivíduos e todas as classes são integrados; a Pátria não pode permanecer nas mãos das classes mais poderosas ou do partido mais organizado. A Pátria é uma síntese transcendental, uma síntese individual, cujos fins seus são para se conquistar” (Discurso em Madri, 29 de Outubro de 1933)

III. “Contra o simplório particularismo e retrocesso das desintegrações suicidas, um sonho de unidade e uma tarefa comum” (Exortação à Catalunha, data desconhecida)

IV. “A Pátria é o único destino coletivo possível. Se nós a reduzimos a algo menor (digamos, a uma casa ou um pedaço de chão), então somos deixados a uma quase relação meramente física, sozinha; se nós a estendemos ao mundo, então nos perdemos numa concepção demasiadamente vaga para ser agarrada. É exatamente a Pátria que, numa fase física, forma a diferenciação na ordem universal; é precisamente ela que reúne e, ao mesmo tempo, diferencia a ordem universal interna, o destino de todo um povo; ou seja, como nós sempre dizemos: a unidade de destino interior universal”. (Aula em Madri, 9 de Abril de 1935)

V. “Nós queremos que a Pátria seja compreendida como uma realidade harmônica indivisível, acima de todos os conflitos de indivíduos, classes, partidos e diferenças naturais”.

VI. “A pátria é o empreendimento de corte claro, pés iluminados, limpo do banditismo e da crosta da sujeira inveterada. Não uma Pátria para ser extorquida em efusões, mas para ser compreendida e sentida como a executora de um grande destino” (Carta aberta a Luca de Tena, 23 de Março de 1933)

VII. “A Espanha é mais do que uma forma constitucional. A Espanha é mais do que uma circunstância histórica. A Espanha nunca pode ser algo oposto ao agregado de terras que a formam e aos indivíduos que devem ser, cada um deles, proprietários delas” (Discurso ao Parlamento, 2 de Janeiro de 1934)

VIII. “A Espanha - não uma invocação vazia ou inflada, mas sim a completa expressão do conteúdo espiritual e humano -: Pátria, pão e Justiça” (Discurso ao Parlamento, 2 de Janeiro de 1934)

IX. “Desde que sua existência se iniciou, a Espanha significou e sempre significará um trabalho a ser feito: a Espanha somente é justificada por ter uma missão a cumprir; a Espanha não pode ser dada às infinitas estações de corrupção, falta de dever e de propósito vital” (Discurso ao Parlamento, 25 de Janeiro de 1935)

X. “A justificação da Espanha é a vocação imperial de unir línguas, raças, povos e costumes em um destino universal” (Discurso ao Parlamento, 25 de Janeiro de 1935)

XI. “A Espanha é irrevogável. Os espanhóis podem fazer decisões sobre coisas secundárias; mas, sobre a essência da Espanha, em si mesma, não há nada a ser decidido. A Espanha é “nossa” [...]: nossas gerações não são as proprietárias absolutas da Espanha. Ela chegou até eles através dos esforços de gerações e gerações do passado, e deve ser tomada como um depósito sagrado às gerações que virão. Se nossa geração tomar vantagem deste momento e de sua própria presença em meio à continuidade dos séculos para dividir a Espanha em pedaços, nossa geração cometerá a mais abominável fraude e a mais pérfida traição que se é possível imaginar contra aqueles que virão a seguir” (Gaita de Foles e Lira, Falange Espanhola, 11 de Janeiro de 1934)

XII. “Se o patriotismo fosse uma matéria de suavidade e afeição, então não seria o maior dos amores humanos. O patriotismo do homem seria inferior ao das plantas, que o ultrapassam em sua conexão com o solo. O nome do patriotismo não pode ser dado ao primeiro componente de nossa natureza, com o qual nos erguemos, nomeadamente aquela impregnação primordial com o elemento terreno. Patriotismo – se alcançar seu mais alto grau – deve ser aquele que repousa absolutamente no extremo oposto; aquele que é mais difícil; que é mais purgado das coisas terrenas; que é mais formoso e límpido; o qual é imutável. Em outras palavras: suas estâncias não devem ser firmadas em sentimentos, mas sim no intelecto” (Gaita de Foles e Lira, Falange Espanhola, 11 de Janeiro de 1934)

XIII. “[...] não há patriotismo fértil, exceto aquele que vem pelo caminho da crítica. E eu lhe direi que nosso próprio patriotismo veio por meio da crítica. Nós não estamos agarrados nem a um maior ou menor grau daquele patriotismo de comédia musical que se regozija com as mediocridades e frivolidades da Espanha presente, nem em interpretações pesadas do passado. Nós amamos a Espanha por que não a achamos atraente. Aqueles que amam seus países por acharem neles um amor atrativo os amam com um desejo de contato, um amor físico, sensual. Nós a amamos com um desejo de perfeição. Não é essa ruína, essa degeneração de nossa Espanha física de hoje aquilo que nós amamos. O que nós amamos é a Espanha eterna, imutável e metafísica” (Discurso em Madri, 19 de Maio de 1935)

XIV. “Este tipo de patriotismo é mais difícil de sentir: mas nesta dificuldade reside sua grandiosidade. Assim como o patriotismo que alguém sente em relação à sua própria terra nativa é sentido sem nenhum esforço, ou mesmo com um prazer tóxico e sensual, é a missão humana de escapar de suas amarras e se erguer acima para um patriotismo árduo, uma missão intelectual. Tal será a tarefa de um novo nacionalismo: substituir a tentativa falha de combater movimentos românticos com armas românticas, resolutamente erigindo reações fortes, clássicas e impenetráveis contra as inundações de romantismo; firmando as fundações do patriotismo não no terreno emocional, mas sim no intelectual; causando o patriotismo que não é o sentimento vago da inconstância da vontade, mas de uma verdade inabalável como as verdades matemáticas. Isso não significa que o patriotismo deva ser nada mais que um produto árido do intelecto” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

Teoria da Nação

I. “A nação não é uma realidade geográfica, nem racial, nem linguística: é, essencialmente, uma unidade histórica. Um agregado de homens num pedaço de chão só é uma nação enquanto isso for uma função do universal, enquanto preencher um destino próprio na História, um destino que não é o do “restante”. O “restante” é sempre aquela parte para a qual nós dizemos que somos “um”. A vida comum é aquela que eu partilho com os homens. Eu sou aquele que nenhum outro é. Na vida universal comum, cada nação é aquela que nenhuma outra é. Nações são determinadas por aquilo que não possuem. Elas se distinguem do ambiente onde preenchem seus destinos próprios e universais” (F.E., 7 de Dezembro de 1933)

II. “[...] Nós compreendemos que a nação não é meramente a força atrativa do solo no qual nós somos nascidos; não é a emoção sentimental direta que todos nós sentimos na presença da nossa própria terra; a nação é a unidade do destino numa ordem universal, é um plano no qual uma pessoa cresce quando preenche uma missão universal na História” (Discurso no Parlamento, 4 de Janeiro de 1934)

III. “Nações não são ‘contratos’ que podem ser rescindidos à vontade daqueles que nelas entram; elas são ‘fundações’ com uma substancialidade própria a elas, não dependentes da vontade de muitos ou de poucos”. (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

IV. “De agora em diante, pelo bem da clareza, nos será conveniente usar a palavra ‘nação’, cujo significado é precisamente isso: a sociedade política capaz de encontrar seu maquinário de operação no Estado. Então, o tema do presente ensaio fica definido: explicar o que a nação é; seja a realidade espontânea de um povo, como os nacionalistas românticos pensam, ou algo não determinado por características naturais” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934)

V. “A tese romântica atingiu a ‘desqualificação’, ou seja, a abolição de todos os elementos como a Lei e a História (adicionando, como resultado, as primitivas entidades do indivíduo e do povo). A Lei transformou o ‘indivíduo’ em uma ‘pessoa’; a História transformou o ‘povo’ na ‘polis’, numa condição política dum Estado. Para a tese romântica, isso foi uma questão de interesse vital para o retorno ao primitivo, ao espontâneo, em outro caso” (Ensaio sobre o Nacionalismo, Abril de 1934) 

VI. “O romantismo é uma atitude falha que procura precisamente repousar fundações básicas em um solo pantanoso; o romantismo é uma escola de pensamento que não é árdua, e que possui linhas rápidas, que, a cada momento, e em cada crise, confia à faculdade sensitiva a solução daqueles problemas que deveriam ser confiados somente à razão” (Discurso ao Parlamento, 3 de Julho de 1934)

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