domingo, 24 de julho de 2016

Corneliu Zelea Codreanu: Observações sobre a Democracia

Texto escrito em 1937, pelo líder da Guarda de Ferro, Corneliu Zelea Codreano

Tradução: Jean Augusto G. S. Carvalho




Gostaria de fazer algumas considerações, derivadas da experiência cotidiana, de um modo que todas elas possam ser compreendidas por qualquer jovem legionário ou qualquer trabalhador. Nós vestimos as roupas e abraçamos as formas da democracia. Elas valem alguma coisa? Nós ainda não sabemos. Porém, há uma coisa que nós sabemos. E nós sabemos com toda a certeza. Sabemos que algumas das maiores e mais civilizadas nações da Europa já descartaram essas roupas e adquiriram outras novas. Ele se livraram disso pra sempre? Outras nações estão fazendo o melhor que podem para se livrar disso e também conseguir uma roupagem nova. Por quê? Todas as nações enlouqueceram? Os políticos romenos são os únicos homens sábios no mundo inteiro? De algum modo, eu duvido disso.

Aqueles que mudaram e aqueles que querem mudar devem ter, cada um deles, suas próprias razões. Mas por qual razão nós nos preocupamos com as razões de outras nações? Ao invés disso, vamos nos concentrar nas razões que poderiam fazer com que nós, romenos, estivéssemos prontos para mudar as vestes da democracia. Se nós não tivermos razões para fazê-lo, se as razões não forem boas, então nós devemos manter essas vestes, mesmo que toda a Europa se livre delas.


Contudo, elas também não são boas para nós, pois:


  1. A democracia destrói a unidade da nação romena, dividindo-a em partidos políticos, fazendo com que os romenos odeiem uns aos outros, e então, expõe um povo dividido à congregação unificada de um poder judaico durante um tempo difícil na história da nação. Esse argumento, por si só, é tão persuasivo em garantir a rejeição da democracia em benefício de qualquer outra coisa que pudesse assegurar nossa unidade ou nossa própria vida. Pois a desunião significa morte.
  2. A democracia torna milhões de judeus em cidadãos romenos, fazendo deles iguais aos próprios romenos, dando-lhes os mesmos direitos legais. Igualdade? Pra quê? Nós estivemos aqui por milhares de anos. Arados e armas em mãos. Com nosso suor e nosso sangue. Por que a igualdade com aqueles que estiveram aqui por apenas cem, dez, ou até mesmo cinco anos? Olhemos para o passado: nós criamos esse Estado. Olhemos para o futuro: nós, romenos, somos plenamente responsáveis pela Grande Romênia. Eles não têm nada a ver com isso. O que poderia ser de responsabilidade dos judeus, nos livros de história, além do próprio desaparecimento do Estado romeno? Então, não temos aqui, entre o romeno e o judeu, a igualdade no trabalho, no sacrifício, na luta pela criação do Estado nem responsabilidade igual por seu futuro. Igualdade? De acordo com uma velha máxima: "igualdade é tratar desigualmente os desiguais". Quais são as razões para que os judeus venham a nos exigir tratamento igual e os mesmos direitos políticos que os romenos possuem?   
  3. A democracia é incapaz da perseverança. Já que ela é compartilhada por partidos políticos que governam durante um, dois ou três anos, ela é incapaz de conceber e de conduzir planos de longo prazo, de longa duração. Um partido anula os planos e os esforços do outro. Aquilo que é concebido e construído por um partido, hoje, é destruído por outro amanhã. Num país onde muita coisa precisa ser construída, onde construções são necessárias, bem como as exigências históricas primárias, essa desvantagem da democracia constitui um perigo real. Essa é uma situação semelhante àquela que prevalece num sistema onde os mestres mudam todos os anos, cada um com seus próprios planos, arruinando aquilo que foi feito pelos outros, e começando novas coisas que também serão destruídas pelos mestres de amanhã.
  4. A democracia evita a total responsabilização dos políticos para com suas obrigações com a nação. Mesmo os mais bem-intencionados políticos tornam-se, numa democracia, escravos de seus apoiadores, já que ou eles satisfazem os interesses pessoais deles, ou eles destroem sua organização. O político vive debaixo da tirania e da ameaça permanente dos chefes eleitorais. Ele é colocado numa posição onde ele deve escolher entre a terminação de todo o trabalho de sua vida e a satisfação das demandas dos membros do partido. E o político, dadas essas opções, opta pela última. Ele não faz isso com os próprios bolsos, mas sim com os do país. Ele cria empregos, define missões, comissões, sinecuras, tudo definido pelo orçamento da nação que impõe pressões pesadas e crescentes a um povo cansado.
  5. A democracia não pode governar com autoridade, já que ela não pode forçar suas decisões. Um partido não pode mover-se contra si, contra seus membros que se empenham em condutas ilegais, que roubam e furtam, pois os partidos temem perder seus membros. Nem mesmo pode mover-se contra seus adversários, pois, ao fazer isso, se arrisca a expor seus próprios erros e negócios obscuros.
  6. A democracia serve aos grandes negócios. Por conta do caráter caro e competitivo do sistema multipartidário, a democracia requer amplos fundos. Naturalmente, torna-se em serviçal dos grandes financistas internacionais judaicos, que escravizam a democracia tornando-se seus pagadores. Desse modo, o destino de uma nação é colocado nas mãos de um grupo de banqueiros.



A Nação

Quando falamos da nação romena, nos referimos não somente aos romenos que hoje vivem no mesmo território, com o mesmo passado e o mesmo futuro, os mesmos hábitos, a mesma linguagem, os mesmos interesses. Quando falamos da nação romena, nos referimos a todos os romenos, mortos ou vivos, que viveram nessa nossa terra desde o início de sua história e que viverão nela também no futuro. A nação inclui:

1. Todos os romenos vivos.
2. As almas e túmulos dos mortos e de nossos ancestrais.
3. Todos aqueles que nascerão na Romênia. 

Um povo torna-se consciente de sua existência quando se torna consciente de sua inteireza, não apenas de seus componentes ou de seus interesses individuais. A nação possui:

1. Um patrimônio físico-biológico: a carne e o sangue. 
2. Um patrimônio material: o solo do país e sua riqueza.
3. Um patrimônio espiritual: que inclui:
          3.1. Seu conceito sobre Deus, sobre o povo e a vida. Esse conceito constitui a possessão, um patrimônio espiritual. Os limites desse domínio são definidos pelos limites do esplendor do conceito. Há um país que abriga um espírito nacional, as expectativas desse espírito, um espírito resultante da revelação e dos esforços da própria nação.
          3.2. Sua honra, que reluz na proporção da aceitação pela nação, durante sua existência histórica, das normas derivadas desse conceito sobre Deus, sobre o povo e sobre a vida.
         3.3. Sua cultura: o fruto de sua vida, produto de seus próprios esforços no pensamento e na arte. Essa cultura não é internacional. É a expressão do gênio nacional, do sangue. A cultura é internacional em seu esplendor, mas nacional em sua origem. Alguém fez uma comparação excelente: pão e trigo podem ser consumidos internacionalmente, porém, eles sempre carregam uma marca do solo do qual vieram. Cada um desses patrimônios têm sua própria importância.

Todos estes três aspectos devem ser defendidos pela nação. Mas o mais importante de tudo é o patrimônio espiritual, pois ele, sozinho, carrega o selo da eternidade; só ele transcende todos os tempos. Os antigos gregos estão presentes conosco hoje não por conta da física que desenvolveram, nem pelo quão atléticos eles tenham sido (aqueles que hoje são apenas cinzas), nem por conta de suas riquezas materiais - se é que eles tiveram tais riquezas - mas por conta de sua cultura. Uma nação vive para sempre através de seus conceitos, de sua honra e cultura. É por essas razões que os governantes de uma nação devem julgar e agir não apenas baseados em interesses físicos e materiais da nação, mas com base na honra histórica da nação, com base em seus interesses eternos. Então: não o pão a qualquer custo, mas a honra a todos os custos.    


O objetivo derradeiro da Nação

É sua vida? Se for a vida, então isso significa que as nações que procuram assegurar unicamente esse ponto se tornam irrelevantes. Tudo se torna válido, até mesmo o pior. A questão que deve ser feita é: quais são as normas do comportamento internacional? Os instintos animalescos da nação? O tigre que reside dentro delas? As leis dos peixes nos mares ou das feras nas florestas são aplicáveis? 

O objetivo derradeiro não é a vida. É a ressurreição. A ressurreição das nações em nome de Jesus Cristo, O Salvador. Criação e cultura são apenas meios, não propósitos para a ressurreição. A cultura é o fruto do talento que Deus implantou em nossa nação e pela pelo qual nós somos responsáveis. Virá o tempo quando todas as nações do mundo se erguerão dos mortos, com todos os seus mortos, com todos os seus reis e imperadores. Cada nação tem o seu lugar diante do Trono de Deus. Esse momento final, a "ressurreição dos mortos", é o mais elevado e mais sublime objetivo pelo qual uma nação pode lutar. 

A nação é também uma entidade que vive para além dessa Terra. Nações são realidades também no outro mundo, não apenas nesse. Para nós, romenos, para nossa nação, assim para todas as outras nações do mundo, Deus especificou uma missão específica: Deus nos deu um destino histórico. A primeira lei que cada nação deve sustentar é a de alcançar aquele destino, preencher a missão confiada que nos foi confiada. Nossa nação não abandonou esse objetivo, não importa quão longo e difícil tenha sido seu próprio Gólgota. E agora nós nos deparamos com obstáculos do tamanho de montanhas.     

Nós seremos uma geração fraca e covarde que, diante de ameaças, vai abandonar o destino romeno e renunciar nossa missão nacional? 





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