quinta-feira, 16 de junho de 2016

Rhainer Cavalcanti: O narcisismo como "empoderamento"

 Por Rhainer Cavalcanti




O progressismo é maléfico ao povo em um sistema onde o capital está acima do coletivo ou do bem-estar. 

As pautas progressistas (principalmente
vinda de grupos radicais) carregam um individualismo cego, que ofusca a visão para compreender o plano econômico e consequentemente o moral.  Podemos fazer comparações do atual sistema liberal com a decadência de impérios que ocorreram durante a história. A política de “pão e circo” utilizada pelo Império romano, é até hoje inserida como meio de moldar as massas. Porém, houve uma evolução do capitalismo, o que acarretou nas mudanças sociais, onde o povo se sente livre apenas por ter seu espaço hedonístico. 

As crises do capitalismo industrial do século XIX, diferenciam-se das crises do atual sistema. A evolução do capitalismo, deu um novo sentido e um novo motivo para que a sua hegemonia desse continuidade, partindo do plano econômico (capitalismo industrial) ao plano ético/moral (Capitalismo cosmopolita), sendo este último ligado ao moderno sistema dos créditos e do capital especulativo, que levam os seus interesses ao campo cultural e ético, modificando o comportamento físico e psíquico dos povos. 


Durante a fase de declínio do Império romano, houve a exaltação do ethos hedonístico. O prazer acima do que é natural, a desvalorização do trabalho e as crises econômicas que acarretaram em desigualdades sociais e inflações. Nada diferente do que acontece hoje. As quedas dos Impérios ocorreram quando o dinheiro esteve acima do povo. Quando o prazer estava acima do que é belo. Quando o sentido de trabalho estava a favorecer uma casta de parasitas. O que queremos concluir com o passado, é que o sistema hegemônico utiliza todos os mecanismos para os seus benefícios, para os benefícios do mercado ou de uma única casta.


As pautas progressistas inseridas dentro do liberalismo econômico, servem apenas como uma política de “pão e circo”. Ela beneficia pequenos grupos, fazendo-os a crerem que estão livres ou ganhando os seus direitos, quando, no entanto, estão presos ao capital, estão presos ao consumismo. Tudo se altera, mas nada por completo. A desigualdade continuará, pois o modelo econômico não foi alterado. 


O verdadeiro sentido de “liberdade” vem do que é natural, do que não se força. Assim como o sentido de “trabalho” vem do que é da terra, do que é próprio do ser humano e não do que provém de uma força econômica. 


Do que adianta conseguirmos direitos para certos grupos se outros são massacrados? Do que adianta conseguirmos liberdade de gênero nos EUA enquanto o mesmo bombardeia mulheres e crianças de nações que não se rendem à sua hegemonia? Do que adianta alcançar direitos de protestos ou ONGs sendo essas financiadas por uma elite burguesa? A mesma elite que escraviza trabalhadores de suas colônias. Isso é egoísmo, isso é individualismo. Defender tal questão é ir contra o coletivo, é estar abraçado às mazelas do que provém do liberalismo. 

Sendo assim, essas pautas beneficiam uma elite, enquanto ludibria os explorados. No entanto, como todo Império chega ao seu fim, este está chegando. A grande valorização do hedonismo como estilo de vida, já é o principal sinal de sua decadência. O que temos como prova? Crises econômicas, guerras por interesses oligárquicos, o domínio dos bancos sobre o legítimo sentido de propriedade privada e liberdade, que acarretam nas grandes bolhas financeiras, crises mobiliárias, desvalorização da moeda, gerando a desigualdade no campo social, como fome, miséria, criminalidade, imigração massiva e terrorismo.


A história mostra que o resultado final do hedonismo coletivo não é uma maior liberdade, mas a escravização – ao pecado, ao vício, e por fim aos inimigos exteriores. A decadência moral leva inevitavelmente ao colapso social. "
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