segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Nossa Luta, Nosso Triunfo





Por Jean Augusto Carvalho


Diversos desafios são enfrentados por nós. Para cada um destes desafios, nossa postura deve ser simples: a disposição para encontrar soluções, alternativas e meios pragmáticos para que possamos seguir em frente. Aqui, deixamos claros os nossos posicionamentos acerca das questões mais relevantes para nós.


Nossa Máxima

"Tornar-se, hoje, algo melhor do que aquilo que fomos ontem"

Antes de formular uma nova concepção sociológica, uma nova estrutura organizacional e política, antes de estabelecer qualquer "revolução" (afinal, de nada serve um novo mundo se o homem continua sempre o mesmo), temos como prioridade manter o aprimoramento pessoal, a melhoria de quem nós somos. O Avante é um grupo para aqueles que desejam aprimorar aquilo que são, para o desenvolvimento desses potenciais e a procura pelo combate interno, a superação dos próprios vícios e o fortalecimento do próprio caráter.

Não devemos ser fortes. Devemos ser indestrutíveis.

Estado e Nação

Nós acreditamos que o Estado precisa ser repensado para o século XXI, tanto como estrutura política e social como quanto agente cultural e espiritual. As estruturas de Estado que são fruto da própria vontade de seu povo, feito por ele e para ele, que colaboram para sua preservação identitária, étnica e cultural recebem nosso apoio; porém, onde o Estado atua unicamente como o bunker de burocratas nada comprometidos com o interesse coletivo, meramente intermediários de interesses alheios, onde essa estrutura se mostra corrupta e corruptora, nenhum apoio nosso será dado para tais estruturas. O Estado deve ser preservado onde ele atuar como um agente de conservação e bem-estar, e deve ser ou reformado ou demolido onde ele representa justamente o contrário.

Nesse conceito, a configuração de Nação torna-se mais sustentável e saudável. Uma nação é um grupo de pessoas com laços étnicos, culturais e espirituais em comum, compartilhando de uma cultura e de um espaço geográfico. Nações, nesse sentido, são muito mais orgânicas que Estados: há Estados que se configuram em torno dessas nações, mas nem todos os Estados são, de fato, nações. Desse modo, onde o separatismo configurar uma forma autêntica de pertencimento e nação contra Estados artificiais, tal separatismo deve ser defendido; entretanto, onde esse separatismo for um arremedo artificial para o enfraquecimento de um Estado saudável, tal movimento deve ser confrontado. 

Economia e Trabalho

O trabalho dignifica o homem. Através dele, devemos aprimorar nossas qualidades. Acreditamos que, para que essa dignificação aconteça, o trabalho deve ser uma válvula de aproveitamento dos potenciais e virtudes dos homens e mulheres, e não uma simples repetição mecânica ou burocrática, desprovida de um senso maior.

Através do trabalho nos tornamos úteis a nós mesmos, à nossa família e à comunidade na qual estamos inseridos. Um homem deve ser capaz de sustentar a si mesmo e aos seus com seu trabalho, vivendo de forma digna e honesta. Um sistema econômico adequado é aquele que fomente esse espírito e se estabeleça com base em trabalhos que dignifiquem o homem, não o reduzindo à função de consumidor-produtor, mas sim de um membro ativo e importante em meio a um corpo social.

Valorizamos o trabalho como um meio de manutenção da comunidade, do próprio sustento e da dignificação do homem.

Religião e Espiritualidade

A religião e a espiritualidade são elementos culturais fundamentais à sociedade. Em um mundo cada vez mais materialista e onde o caráter individualista impera, as mensagens religiosas que transmitem uma visão transcendental, de generosidade e de identidade coletiva são mais do que necessárias. Embora a espiritualidade possa ocorrer sem uma ligação direta com um sistema religioso, compreendemos que os dois elementos são essenciais ao homem, à comunidade e à nação.

Família e Comunidade


A família e a comunidade próxima são as primeiras células de pertencimento coletivo às quais estamos sujeitos e, por isso, o grau de desenvolvimento e bem estar de uma civilização pode ser medido pelo grau de saúde familiar experimentado por essa civilização. Atualmente, o modelo de produção e consumo reduziu os núcleos familiares a organismos de consumidores, e mesmo as interações entre os membros mais próximos estão viciadas por essas relações artificiais.

É preciso restabelecer a família como unidade saudável na qual as pessoas possam encontrar amparo e auxílio emocional, espiritual e intelectual. A comunidade é o conjunto dessas famílias, onde os membros auxiliam uns aos outros (um organismo mais importante do que o próprio Estado ou qualquer outra forma de organização).

Ambientalismo

Nossa saúde espiritual, física e mental está em grande parte condicionada ao ambiente no qual vivemos. Um ambiente que propicie uma conexão real entre o homem e a Natureza é saudável e belo. Nossos olhos se tranquilizam com um espaço esteticamente belo. 

O homem deve retirar do meio aquilo que lhe é necessário para sua sobrevivência, sempre respeitando, preservando e reconhecendo o ambiente onde está inserido. Somente uma visão de honra e gratidão é capaz de permitir as condições ideais de vida a nós e aos nossos descendentes.

Fora desse contato, o homem se torna mera criatura aberrante, desprovida de qualquer senso de pertencimento, reduzindo sua vida à esfera do consumo, sem qualquer conexão real com a Natureza. Da mesma forma, o homem deve respeitar animais - tanto pelo valor de suas vidas quanto pelo ato nobre de nos fornecer aquilo que precisamos.

Autonomia e Cooperação

Cada um de nós deve ter um forte senso de autonomia: devemos adquirir e aprimorar a capacidade de cuidar de nós mesmos e de nossas famílias. Entretanto, nossa identidade coletiva antecede nossa própria identidade individual. Devemos reconhecer que, juntos, somos muito mais fortes, e precisamos estabelecer contatos e alianças sociais para além das nossas esferas imediatas.

A cooperação é valorizada quando aparece como resultado natural da união voluntária de pessoas capacitadas e fortes, a aliança produtiva entre camaradas e irmãos com objetivos e propósitos em comum. A autonomia é preferível à dependência, e a cooperação é preferível à dominação.

Globalismo

Os laços globais estabelecidos por governos, sistemas financeiros e entidades alheias, tornam as nações cada vez mais dependentes umas das outras. Essa dependência não é fruto de uma união espontânea ou da soma de esforços em comum, mas sim da dominação de umas sobre as outras. Neste emaranhado global, as crises locais se propagam e ocasionam a destruição de inúmeros povos, suas economias e suas condições de vida.

Os recursos naturais, as riquezas e a força produtiva das nações dominadas são utilizados pelas nações dominantes, causando um nível global de desigualdade. Assim, blocos econômicos e organizações estruturais internacionais de economia funcionam mais como meios de contração de dívidas, dominação financeira e destruição das soberanias nacionais do que como meios e instrumentos de cooperação entre os povos e nações.

Para além deste sistema, defendemos a autonomia das nações (como defendemos a autonomia das pessoas), defendemos que cada povo e cada nação são donos de seus próprios recursos, riquezas, potenciais intelectuais e força de trabalho. Cada nação deve desenvolver seu próprio sistema financeiro, governamental e social.

Política

A atividade política é a tarefa para todos aqueles que aprimoram o próprio intelecto e o próprio caráter. Participar das questões que afetam nossas vidas e as nossas comunidades é nosso dever.

Portanto, rejeitamos completamente o sistema de Democracia Representativa Liberal, um sistema de terceirização dos anseios populares, demagogia e glorificação da estupidez, do despreparo e do desinteresse político. O atual sistema de votos, aliado ao processo de degradação cultural e idiotização do povo, serve como o amparo da maioria estupidificada. Nós não nos estabeleceremos como um partido. Mas nos estabelecemos na atividade política: seja em forma de ação crítica, propositiva ou factual/pragmática.

Da mesma forma, consideramos como insuficientes e irrelevantes as denominações e rótulos político-ideológicos, bem como as designadas "Esquerda" e "Direita". Em lugar disso, propomos o debate construtivo e o estabelecimento de ações pragmáticas, soluções reais para os problemas reais.

Imprensa

O princípio e o propósito fundamentais da atividade de imprensa é o de informar e instruir a população acerca dos acontecimentos e de suas causas, fornecendo as informações e conhecimentos necessários à conscientização social e política. Quando, sob o pretexto da "liberdade de informação", essa atividade passa a produzir um efeito alienante e de desinformação, a atividade da imprensa deixa de exercer a liberdade e passa a estabelecer um meio de dominação de interesses e manipulação das massas.

Liberdade de expressão só possui significado se há alcance dessa fala, se há meios para tornar aquilo que é dito em algo relevante e difundido. Desse modo, vivemos justamente o contrário: pequenos grupos e poucos indivíduos constroem instrumentos corporativos de informação e monopolizam o discurso, anulando as falas de milhões ou, justamente ao contrário, fornecendo meios para que a estupidez de milhões seja viralizada e suas múltiplas opiniões se tornem em pequenas falas descartáveis sem maior significado (criando, assim, a ilusão de "participação", "engajamento" e "liberdade de fala").

Cultura

O grau de refinamento cultural é a medida mais exata de desenvolvimento de uma civilização. Quanto maior é a degradação dessa cultura e quanto mais baixo ela se projeta, mais doente se torna um povo. Desse modo, a preservação da cultura em suas diversas e mais altas formas (regionalismos, culto da beleza, músicas populares , literatura, arte sacra, etc.) e o fortalecimento da exaltação das virtudes na cultura cria no próprio povo uma elevação moral.

Dessa forma, é necessário fazer uma distinção clara entre cultura de massas e cultura popular. Cultura de massas é qualquer artificialismo, em geral, modismos totalmente alheios à própria identidade cultural de um povo, tendências produzidas pela própria mídia ou por grupos específicos (e, em muitos casos, a cultura de massas representa justamente a destruição e o desvalor da cultura popular); cultura popular é o conjunto de tradições, valores históricos, sentimentos religiosos e espirituais, reflexões filosóficas e artísticas de pessoas comprometidas com a preservação e a divulgação desses elementos que constituem a identidade coletiva. Entre estas duas, defendemos a cultura popular e rejeitamos a cultura de massas.

Ciência e Tecnologia

A atividade científica não é um bem em si mesma, e nem todos os avanços tecnológicos são benéficos. A Ciência deve se desenvolver como atividade benéfica, deve ser vista como uma ferramenta, um meio para se alcançar determinados fins. Do mesmo modo, os avanços tecnológicos só são aceitáveis à medida em que colaboram para a boa constituição dos homens e mulheres.

A mesma Ciência que capacita a comunicação instantânea e a cura para inúmeras doenças também cria inúmeras enfermidades e dispositivos de destruição, perigos diante dos quais a humanidade se vê totalmente indefensável. A servidão dos homens perante as máquinas e sua dependência constante de ambientes virtuais - como uma forma de escapar da própria realidade - transforma o homem mesmo em uma simples máquina, desprovido de espírito, criatividade e capacidade física.

Conforme os avanços tecnológicos são intensificados, a capacidade cognitiva e intelectual das populações acaba por diminuir. As máquinas evoluem, os homens degeneram. A tecnologia não pode suplantar  a própria moral e a ética, nem o valor da vida humana e animal. Se ela estiver aliada a estes valores, então torna-se benéfica.

Drogas

Os vícios degeneram o corpo e a mente. Todos os tipos de vícios devem ser combatidos. Entretanto, nossa postura não deve ser vista como o moralismo simplório: reconhecemos as simbologias e representações culturais (e mesmo tradicionais) que se utilizam destes elementos. Nossa rejeição é uma resposta ao modo superficial, onde drogas são meios de escape da realidade, instrumentos de fraqueza e de decadência do caráter. O homem sóbrio é o homem forte.

Aborto

O aborto é uma forma de agressão contra a própria mulher (e a criança que nela se desenvolve). Somos favoráveis ao planejamento familiar e à assistência às gestantes e aos nascituros. Não há qualquer sentido em se posicionar como "defensor da vida" se negligenciarmos nosso dever para com as crianças, as futuras gerações que irão nos suceder.

Reforma agrária

Assim como o homem necessita de um trabalho para poder sustentar a si mesmo, a posse da terra é indispensável a todos nós (e, em especial, àqueles que dela vivem). A agricultura familiar, dos pequenos e médios produtores, é a responsável por nos fornecer os alimentos dos quais precisamos (enquanto a agroindústria age como destruidora de ecossistemas e um agente pernicioso contra nossa saúde, seja pelos transgênicos ou agrotóxicos).

A imensidão de terras produtivas concentradas em poucas mãos significa uma alienação ao direito de propriedade: se as propriedades de poucos são a negação da propriedade de milhões, então não há a defesa da "propriedade privada", mas sim a defesa do monopólio da terra. É urgente reconfigurar a distribuição de terras, permitindo que aqueles que verdadeiramente produzem e vivem da terra tenham acesso a ela.

Identidade cultural

Em oposição à dominação cultural anglo-saxônica, estendida principalmente através da globalização, está a manutenção da nossa própria identidade brasileira e seus diversos regionalismos, principalmente nas formas europeias (e sobretudo ibéricas), negras, indígenas e latinas. Nossas culturas e tradições e as identidades que herdamos de nossos antepassados são mais importantes do que os modismos perpetrados pela uniformização dos padrões de consumo e cultura.

Separatismo e nacionalismo

Onde houver um sentimento separatista que represente a vontade de preservação étnica, histórica e cultural de um povo contra um Estado artificial, este separatismo deve ser apoiado por nós. Entretanto, onde houver um nacionalismo autêntico com as mesmas estruturas e os mesmos propósitos, este nacionalismo deve igualmente receber nosso apoio. 
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