sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Dissidente do Mês: Francis P. Yockey




Francis P. Yockey é a figura dissidente deste mês de Novembro. Francis foi um simpatizante do Nacional Socialismo, aproximando-se muito das ideias de Spengler. Entretanto, a maioria dos movimentos NS norte-americanos tinham pouca relação com os ideais de Yockey: diferentemente destes, ele não nutria o sentimento radical anti-comunista típico da época. Ao contrário, Francis foi um NS que defendia a multipolaridade, chegando a criar contatos em países como Egito (chegou a trabalhar para o presidente Nasser) e nações da própria União Soviética.

Francis compreendia que regimes de caráter socialista (como as diversas nações soviéticas e os países árabes nacionalistas) eram preferíveis a regimes liberais, tanto por que conseguiam criar um caráter mais comunitarista, identitário e independente, tanto por representarem oposições abertas ao modelo global. A derrocada do Fascismo representou o triunfo do Capitalismo, segundo Yockey; e, enfraquecido, o Comunismo começava a ser dilacerado pela doutrina liberal. Francis foi mesmo um defensor do pan-Arabismo, do nacionalismo árabe e da criação de governos nessa linha. A unidade do Oriente Médio estava amplamente consolidada nesse modelo, que nem se assemelhava ao modelo capitalista e democrático-liberal do Ocidente, nem do Comunismo centralizador soviético.  

Parker identificava que os Estados Unidos agiam como nação artificial, e que o Liberalismo era um inimigo muito pior do que o Comunismo. Por isso mesmo, diferente dos movimentos de Terceira Via de sua época que, alegando lutar contra o Capitalismo e o Comunismo, sempre tomavam a defesa do primeiro em relação ao segundo, Parker mostrava a necessidade do enfraquecimento geopolítico norte-americano e a destruição do liberalismo para permitir os verdadeiros nacionalismos. Parker denunciou diversas figuras do movimento sionista e sua influência nas políticas de guerra norte-americanas.

Parker foi preso por conta de passaportes falsos em sua posse. Cometeu suicídio na prisão, deixando um bilhete no qual informava que, com isso, desejava preservar as identidades de seus contatos. Francis esteve muito à frente de seu tempo. Ele soube identificar os verdadeiros inimigos, algo que a maioria dos atuais grupos nacionalistas e de Terceira Posição ainda são incapazes de fazer, acorrentados à Guerra Fria. Esse entendimento é o meso que devemos ter; Esquerda ou Direita, o inimigo é apenas um: o liberalismo e a política global.

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